Marketing Educacional: Para que te quero?

Em agosto tive oportunidade de fazer um trabalho conjunto com 5 pessoas fantásticas e comecei por lhes perguntar, quando ouviam a palavra “Marketing” o que pensavam elas.

Cada uma me deu a sua perspetiva, e várias palavras surgiram. Desde “Vendas, Estratégia, Engano, Publicidade, Comunicação etc. E a verdade é que a palavra Marketing desde há muitos anos tem sido utilizada para descrever muitas coisas, e por vezes para esconder outras tantas.

Há uns meses li num livro (1), algo com que me identifiquei completamente. Dizia que todos nós precisamos de marketing, se precisamos de gerir relacionamentos sejam eles com clientes, fornecedores, eleitores, cidadãos, investidores, empregadores e acionistas. Tal como Philip Kotler – o Pai do Marketing Moderno – diz, Marketing é Arte. É a arte e a ciência de escolher mercados-alvo e neles arranjar, manter e desenvolver clientes, através da criação, entrega e criação de valor de forma superior.

No entanto, há algo fundamental que Philip Kotler, Seth Godin, Simon Sinek entre outros falam bastante, que é a razão que nos leva a fazer o que fazemos, a parte humana e emocional que nos dá alento, motivação de correr atrás do que corremos todos os dias, pois sem isso não vale a pena. Se não gostarmos de pessoas, de as escutar, de as apoiar, temos um longo caminho a percorrer. A empatia é fundamental!

E agora chega a altura de perguntar, na educação, nas escolas precisamos de Marketing para quê?

Estamos numa era de mudança, numa era em que o futuro é algo incerto e conseguimos vislumbrar oportunidades para o desenvolvimento humano. Para tal, a escola terá um papel fundamental. (2) Para poder aplicar qualquer tipo de mudança ou otimização, há primeiro que conhecer bem as nossas escolas, quem são as pessoas que estão nelas e interagem com elas. Para além de criar/fortalecer um relacionamento entre escolas e comunidade, é importante que as escolas adquiram uma abordagem holística na relação com a comunidade e em relação aos serviços que providenciam à comunidade que os rodeia. Precisamos também de saber, porque os Pais escolhem uma dada escola para os seus filhos, porque os mantêm lá e porque os mudam de escola. (3)

Então precisamos ou não precisamos de marketing educacional? Sabemos quais são as necessidades, desejos, expectativas de todos aqueles que estão nas escolas? Das crianças e dos adultos que direta ou indiretamente estão envolvidos no processo educativo? E depois saber, como gerimos isto tudo? O que fazemos com esta informação? Como definimos uma estratégia viável? Como a operacionalizamos? Como a seguimos para garantir que está tudo bem? E se algo muda, o que fazemos?

Algo que aprendi nos meus muitos anos de Marketeer, é que há sempre espaço para melhoria, para otimização dos nossos processos, dos produtos, dos serviços. Porquê? Porque os nossos utilizadores finais – neste caso os alunos – vão mudando de gostos, comportamentos, por cada um tem uma história diferente etc. e como tal é importante adaptar os nossos serviços, os serviços educacionais para tornar a escola cada vez mais próxima da sua missão, nestes tempos de mudança.

A escola tem e terá um papel fundamental! A escola é fulcral! E este trabalho só pode ser feito em complementaridade com a escola!

Vamos a isso? Vamos fazer parte da mudança?

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